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Petição pelo fim das bets

O futebol
é do povo.
Não das bets.

As bets estão na camisa, na transmissão e no celular. Assine a petição por uma lei que ponha as pessoas acima do lucro das apostas online — sem culpar quem apostou.

  • Gratuito
  • Leva 1 minuto
  • Dados protegidos (LGPD)
Família e torcedores comemorando juntos na arquibancada, vestindo amarelo e verde
R$ 37 bi de receita bruta das bets no 1º ano do mercado regulado Fonte: Meio & Mensagem

Por que agora

Por que jogar a favor do Brasil?

A saúde vem primeiro

O transtorno do jogo é reconhecido como quadro psiquiátrico desde 2013. No Pro-Amjo, do Hospital das Clínicas de São Paulo, os atendimentos triplicaram desde 2023. Quem precisa de ajuda merece cuidado, não mais estímulo para apostar.

Fontes: CUT; Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5)

O lucro sai do bolso das famílias

Entre as famílias de renda mais baixa, as apostas já consomem até 20% da renda discricionária, um salto de cinco vezes em cinco anos. É dinheiro que compete com comida, aluguel e outras contas básicas.

Fonte: Agência Pública

O futebol é do povo

Camisa, estádio e transmissão viraram vitrine de apostas: em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A tinham uma bet como patrocinadora máster. A paixão da torcida não precisa virar convite para apostar.

Fonte: Mídia NINJA

Quem decide ouviu quem lucra

Entre 2023 e 2025, o Ministério da Fazenda fez 251 reuniões com representantes do setor de apostas. Com profissionais de saúde, foram apenas 5. A lei precisa mudar de lado.

Fonte: Gazeta do Povo

Os números

O tamanho do jogo

  • R$ 37 bi de receita bruta no primeiro ano do mercado regulado Meio & Mensagem
  • 25,2 mi de apostadores cadastrados em plataformas autorizadas Meio & Mensagem
  • 17% dos beneficiários do Bolsa Família apostaram em um único mês (estimativa preliminar, só Pix) Banco Central
  • 62% dos mais afetados pelo vício em apostas estão nas classes C, D e E CUT
  • 38% é a fatia do orçamento familiar dedicada a lazer, onde entram as apostas, em 2024. Em 2018, eram 10% Strategy&/PwC, via Intercept Brasil
  • 66.482 domínios ilegais bloqueados pela SPA entre jan. de 2025 e set. de 2026 iGaming Brazil

Atribuímos cada número à fonte original. Onde os estudos divergem — como CNC e Made-USP × BNLData sobre o peso das bets no endividamento — dizemos qual é qual e nos apoiamos no que nenhum deles contesta: o setor cresceu rápido, pesa mais nas famílias de baixa renda e compete com despesas essenciais.

Torcedores de todas as idades comemorando na arquibancada

O futebol é do povo

O futebol existia antes das bets. E vai continuar existindo.

Quando clubes assinaram um manifesto contra qualquer restrição às bets, a torcida respondeu. Uma análise de 90.123 interações nas redes mostrou que 88% dos comentários criticavam a posição dos clubes. Torcidas organizadas romperam publicamente com as diretorias.

  • 18 de 20 clubes da Série A tinham uma bet como patrocinadora máster em 2025, movimentando perto de R$ 1 bilhão por ano.
  • 7 marcas de apostas apareceram nas transmissões da Copa, com códigos promocionais e odds em tempo real.
  • Vozes de dentro do jogo: Danilo, Diego Ribas e Filipe Luís já se posicionaram publicamente contra a publicidade de bets.

Fontes: Portal 91 e Brasil de Fato (interações); Mídia NINJA (patrocínios e transmissões); Revista Fórum (jogadores).

A proposta

O que defendemos

Uma lei que encerre a exploração comercial das bets no Brasil, com fiscalização de verdade e cuidado para quem foi afetado.

  1. O fim das bets como modelo de negócio

    Cassinos online como o “tigrinho”, apostas esportivas, publicidade e patrocínios — inclusive na camisa e nas transmissões do futebol.

  2. Fiscalização de verdade

    Proibir sem fiscalizar empurra o problema para o mercado ilegal: aconteceu na Itália e na Bélgica. Por isso pedimos mais poder de bloqueio para a SPA e a Anatel contra plataformas clandestinas.

  3. Cuidado, não culpa

    O vício em apostas é uma condição médica reconhecida. Nossa cobrança é com o modelo de negócio, não com quem apostou. Quem foi afetado precisa encontrar acolhimento.

Regulação bem executada funciona. Na Noruega, que combina controle estatal, registro de jogadores e limites de perda, a proporção de jogadores com comportamento patológico caiu de 1,4% (2019) para 0,6% (2022), segundo estudo publicado na Lancet Public Health. Fonte: Portal Tela.

Você não está sozinho

A aposta saiu do controle?

Pedir ajuda não é fraqueza. Existe acolhimento gratuito, sem julgamento.

  • 188

    CVV — Centro de Valorização da Vida

    Apoio emocional e prevenção do suicídio, por telefone, com ligação gratuita. Se você está em sofrimento, ligue agora.

  • UBS e CAPS (SUS)

    As Unidades Básicas de Saúde e os Centros de Atenção Psicossocial oferecem acolhimento e acompanhamento. Procure a unidade mais próxima.

  • Meu SUS Digital

    O aplicativo do Ministério da Saúde oferece teleatendimento para dependências, sem sair de casa.

  • Jogadores Anônimos

    Grupos de apoio entre pessoas que já passaram pelo mesmo problema, em várias cidades do Brasil.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

O que acontece depois que eu assinar?

Seu apoio é somado ao de todos os outros e usado como instrumento de pressão junto ao Executivo e ao Congresso. Se você marcar a opção de receber novidades, avisamos quando houver marcos importantes sobre o tema.

Isso é a assinatura formal de um projeto de lei?

Não. Este cadastro registra seu apoio à petição e à mobilização. A coleta formal de assinaturas para um projeto de iniciativa popular segue regras próprias, previstas na Constituição, e não é o que fazemos aqui.

Vocês querem punir quem aposta?

Não. O vício em apostas é um transtorno reconhecido, e nossa indignação é com o modelo de negócio, não com quem apostou. Quem tem problema com jogo precisa de acolhimento — veja onde buscar ajuda.

Proibir não empurra as pessoas para sites ilegais?

É um risco real, e o levamos a sério. Na Itália e na Bélgica, restrições sem fiscalização forte não impediram o crescimento do mercado ilegal. Por isso pedimos o fim das bets junto com o reforço do poder de bloqueio da SPA e da Anatel. A SPA já bloqueou 66.482 domínios ilegais entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, o que mostra que há capacidade de fiscalizar.

Sem as bets, o futebol acaba?

Clubes e entidades argumentam que restringir a publicidade ameaça cerca de R$ 9 bilhões em investimentos no esporte. Mas clubes da Série A como Internacional, Coritiba e Bahia já encerraram contratos com bets e seguem competindo. O financiamento do futebol não pode depender de um produto que causa vício e endividamento em massa.

Meus dados estão seguros?

Coletamos só o necessário para registrar seu apoio e, se você autorizar, enviar novidades. Você pode pedir a exclusão dos seus dados a qualquer momento. Os detalhes estão na Política de Privacidade.

Pelo fim das bets

Jogue a favor do Brasil.

Sua assinatura mostra que o país quer as pessoas acima do lucro das apostas.

Fontes e transparência

Todos os dados desta página têm fonte identificada. Onde há divergência entre estudos, isso é sinalizado no texto em vez de escolher um número único como se fosse consenso.

  • Receita bruta e apostadores: Meio & Mensagem, sobre o primeiro ano do mercado regulado (Lei 14.790/2023).
  • Bolsa Família e perfil dos apostadores: Banco Central do Brasil, Estudo Especial nº 119 (estimativas preliminares, baseadas em transações via Pix).
  • Renda discricionária: Agência Pública, série “Jogo Perigoso”.
  • Orçamento familiar (lazer × alimentação): Strategy&/PwC, citado pelo Intercept Brasil.
  • Endividamento (divergência entre estudos): CNC e Made-USP (via Agência Brasil), em contraponto à análise da BNLData.
  • Saúde mental, Pro-Amjo e classes C, D e E: CUT; Rádio Senado (Associação Brasileira de Psiquiatria).
  • Fiscalização (66.482 domínios): iGaming Brazil, com dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
  • Clubes, patrocínios e transmissões: Mídia NINJA; iGaming Brazil; Santa Portal.
  • Reação da torcida ao manifesto dos clubes: Portal 91, via Brasil de Fato; Diário do Grande ABC.
  • Posicionamento de jogadores: Revista Fórum.
  • Reuniões da Fazenda (251 × 5): Gazeta do Povo.
  • Posição do governo: Brasil de Fato; Estado de Minas; iGaming Brazil; iGaming Business; Yogonet Brasil.
  • Experiência internacional (Noruega, Itália, Bélgica, França): Portal Tela (Lancet Public Health); BNLData; Gazeta do Povo.